O Amanhã da Mobilidade no Brasil: A Estratégia Disruptiva da Omoda e Jaecoo e a Disputa por sua Fábrica Nacional
O cenário automotivo brasileiro em 2025 é um caldeirão de transformações. À medida que o mundo avança em direção à eletrificação e à sustentabilidade, o Brasil se consolida como um palco de disputas intensas, não apenas por participação de mercado, mas pela própria infraestrutura que definirá o futuro da mobilidade. Nesse contexto dinâmico, a chegada e a consolidação de marcas como a Omoda e Jaecoo no Brasil representam um capítulo fascinante, que analiso com a perspectiva de uma década de imersão nesse setor complexo.
O grupo Chery, por meio de suas marcas Omoda e Jaecoo, não está apenas vendendo carros; está orquestrando uma entrada estratégica no coração da indústria automotiva nacional, com planos ambiciosos de produção local já em 2027. A decisão de estabelecer uma fábrica em território brasileiro não é trivial; ela sinaliza um compromisso de longo prazo e uma aposta robusta no potencial de crescimento do país. Mas, como toda grande jogada estratégica, ela vem acompanhada de uma disputa acirrada entre estados por esse valioso investimento.
A Batalha pela Fábrica: Onde a Estratégia Encontra a Geografia
A escolha da localização de uma nova unidade fabril é um processo multifacetado, que vai muito além de meros incentivos fiscais. Três estados – Santa Catarina, Paraná e São Paulo – emergem como os principais contendores para abrigar a futura linha de montagem da Omoda e Jaecoo. Minha experiência me diz que a análise aqui é profunda, permeada por fatores logísticos, de infraestrutura, de ecossistema de fornecedores e, crucialmente, de relacionamento com a força de trabalho.

Santa Catarina, por exemplo, não é apenas um estado com belezas naturais; ele provou ser um polo automotivo eficiente. A experiência bem-sucedida do grupo BMW em Araquari, com mais de 110 mil veículos produzidos, é um testemunho da capacidade logística e da qualidade da mão de obra catarinense. Para a Omoda e Jaecoo, a agilidade na instalação e a receptividade do ambiente de negócios são pontos a favor.
O Paraná, por sua vez, apresenta um ecossistema automotivo já consolidado e robusto. Com a presença de gigantes como Volkswagen, Audi, Renault, DAF e Volvo, o estado se solidificou como o segundo maior parque fabril do país. Essa densidade de fabricantes não só garante uma cadeia de fornecedores automotivos madura e apta, como também oferece um pool de talentos qualificados e uma cultura industrial já estabelecida. Para uma marca que busca otimização da cadeia de suprimentos automotiva e acesso a infraestrutura de ponta, o Paraná é um candidato extremamente atraente para a fábrica da Omoda e Jaecoo no Brasil.
São Paulo, naturalmente, nunca pode ser descartado. A linha de produção de Jacareí, construída pela própria Chery e atualmente desativada, representa uma infraestrutura existente que, embora compartilhada em parte com a Caoa, poderia ser reativada e adaptada. A proximidade com o maior mercado consumidor do país e com os grandes centros de distribuição e pesquisa é uma vantagem inegável. A revitalização dessa unidade, com o olhar para as tendências de manufatura avançada automotiva, seria um movimento estratégico para a Omoda e Jaecoo no Brasil. A decisão final da Omoda e Jaecoo será um equilíbrio entre custo, eficiência e a capacidade de escalar a produção rapidamente para atender à demanda crescente por seus veículos, especialmente os elétricos e híbridos.
A Estratégia de Produtos: Híbridos, Elétricos e a Busca pelo “Carro Acessível”
A estratégia de produtos da Omoda e Jaecoo no Brasil é agressiva e bem delineada para as tendências de 2025. Desde seu lançamento em abril, a empresa já comercializou mais de 5,2 mil veículos, um feito notável em tão pouco tempo. O foco inicial foi nos SUVs, um segmento de alta demanda no mercado brasileiro. Modelos como o Jaecoo J7 e o Omoda 5 EV (elétrico puro) foram os desbravadores, seguidos rapidamente pelo Omoda 7, o primeiro híbrido plug-in da montadora, e o Jaecoo 5, um híbrido pleno que, assim como o Toyota Corolla Cross, dispensa a necessidade de recarga externa.
O Omoda 5 HEV, com seu preço competitivo de R$ 159,9 mil, tornou-se o “carro de referência” da marca, materializando a promessa de “leve mais e pague menos”. Este modelo, oferecido em três versões, incluindo a totalmente elétrica, já responde por 50% do total das vendas, demonstrando a forte aceitação da proposta de valor da Omoda e Jaecoo no Brasil.
A vinda do Omoda 4, previsto para outubro de 2026, será um marco significativo, adicionando mais um SUV híbrido compacto à gama. No entanto, a verdadeira joia da coroa para o mercado brasileiro será o carro elétrico compacto que a Omoda e Jaecoo pretende apresentar no Salão de Pequim. Este modelo, desenhado para competir diretamente com o Geely EX2 e o BYD Dolphin Mini, busca preencher a lacuna de “elétricos urbanos acessíveis” em 2027. Embora um pouco atrasada em relação à concorrência que já se estabeleceu neste nicho, a marca tem a oportunidade de aprender com os pioneiros e refinar sua oferta, focando em custo-benefício e recursos adaptados ao consumidor local. A implementação de soluções de mobilidade elétrica que sejam realmente viáveis para o brasileiro médio é um diferencial crucial.
Para garantir uma penetração ainda mais ampla, a montadora chinesa reconhece a indispensabilidade do motor flex a combustão para os modelos de entrada no Brasil. Essa flexibilidade mecânica é uma ponte essencial para o consumidor que ainda não está pronto para a transição total para veículos eletrificados, garantindo volume de vendas enquanto o mercado amadurece. Essa abordagem pragmática demonstra a expertise da Omoda e Jaecoo em entender e se adaptar às particularidades do mercado automotivo brasileiro.
Liderança e Expansão: Os Desafios à Frente
A entrada de Roger Corassa, ex-Volkswagen, como vice-presidente executivo da Omoda e Jaecoo, sublinha a seriedade da montadora em sua empreitada brasileira. Sua vasta experiência será fundamental para navegar pelos desafios de um mercado complexo e em rápida evolução. As metas são claras: dobrar o número de vendas, expandir a rede de revendedores e transformar 2026 – um ano rico em eventos como Copa do Mundo e eleições, que tendem a “encurtar” os dias úteis – em um ano de expansão robusta. Com apenas 250 dias úteis previstos, a indústria projeta um crescimento modesto de 3% em relação a 2025, o que torna a tarefa de Corassa ainda mais desafiadora e estratégica. O sucesso da Omoda e Jaecoo no Brasil dependerá diretamente de uma execução impecável.
Os desafios para a Omoda e Jaecoo no Brasil não se limitam à escolha da fábrica ou ao lançamento de produtos. Eles englobam a construção de uma sólida reputação de marca, a garantia de uma rede de pós-venda eficiente e a superação de preconceitos históricos em relação a veículos de origem chinesa. A inovação em veículos elétricos e a tecnologia de veículos híbridos plug-in exigem não apenas produtos de qualidade, mas também um ecossistema de serviços e suporte técnico que inspire confiança no consumidor.
A estratégia de mercado automotivo para os próximos anos exige uma visão holística, que considere a infraestrutura de recarga, o custo da energia elétrica, os incentivos governamentais para veículos verdes e a educação do consumidor sobre as vantagens e particularidades da eletrificação. As parcerias estratégicas no setor automotivo, especialmente com empresas de energia e de tecnologia, serão cruciais para a Omoda e Jaecoo no Brasil.
O Futuro da Mobilidade com a Omoda e Jaecoo no Brasil
Olhando para frente, a presença da Omoda e Jaecoo no Brasil não é apenas sobre a venda de carros. É sobre a redefinição da experiência de mobilidade. Em 2025, a demanda por soluções de mobilidade elétrica está em ascensão, impulsionada por uma crescente consciência ambiental e pela busca por eficiência energética automotiva. A Omoda e Jaecoo, com sua gama de produtos híbridos e elétricos, está posicionada para capitalizar essa onda.

A contribuição da Omoda e Jaecoo para a economia brasileira vai além dos empregos diretos na fábrica. Ela estimula a cadeia de suprimentos, promove a transferência de tecnologia e intensifica a competitividade, beneficiando o consumidor final com mais opções e inovações. A visão de longo prazo para a marca no país provavelmente incluirá a introdução de tecnologias mais avançadas em assistência à condução, conectividade e modelos de negócio automotivo inovadores, como assinaturas de veículos ou car-sharing.
A Omoda e Jaecoo no Brasil representa a vanguarda de uma nova onda de investimento automotivo estrangeiro que enxerga o potencial inexplorado do mercado brasileiro. A capacidade de adaptação, a agressividade comercial e o foco em tecnologias emergentes são pilares que, se bem executados, solidificarão a marca como um player incontornável na paisagem automotiva nacional.
O Brasil é um mercado que exige paixão, resiliência e uma compreensão profunda de suas nuances. A Omoda e Jaecoo demonstrou que possui esses atributos e está pronta para enfrentar os desafios. A decisão da fábrica será um divisor de águas, mas a jornada da marca para se tornar um nome dominante na mobilidade brasileira já está em pleno vapor, prometendo uma era de inovação e novas escolhas para o consumidor.
Próximo Passo:
Curioso para saber qual estado abrigará a próxima grande fábrica automotiva do Brasil? Ou deseja explorar mais a fundo os modelos híbridos e elétricos que estão redefinindo a mobilidade em 2025? Visite o site oficial da Omoda e Jaecoo ou procure a concessionária mais próxima para experimentar de perto o futuro da condução.

